Como Fertilizar

 



Fertilizantes líquidos

 


Fertilizante sólido ideal para Cymbidium

 


Híbrido de Cattleya

 

 


 Híbrido de Vanda 

 



Híbrido de Odontoglossum

 

 

     Como todas as plantas que são cultivadas em pequenos espaços (vasos, floreiras, cestos, etc), as orquídeas também necessitam de ser fertilizadas para que cresçam saudáveis, resistentes a doenças e para obtermos delas as melhores florações possíveis.

     Os fertilizantes orgânicos, compostos a partir de resíduos de origem animal ou vegetal, não são os ideais para o cultivo de orquídeas. Por serem sólidos, tornam os substractos muito compactos, impedindo as raízes de respirar, alteram o pH do substracto e facilitam a formação de fungos. Utilizamos, portanto, os fertilizantes inorgânicos, líquidos, e de fácil aplicação foliar (nas folhas) ou radicular (nas raízes).

     As orquídeas necessitam de perto de duas dezenas de compostos químicos para crescer e florir saudáveis. Dentro dos vários elementos químicos contidos nos fertilizantes, existem três de maior importância e que são consumidos em maior quantidade, são eles o Azoto (N), o Fósforo (P) e o Potássio (K). Se repararem, nas embalagens de fertilizantes, encontramos sempre o valor NPK, que corresponde às concentrações destas três substâncias. O Azoto é importante para o crescimento vegetativo da orquídea, o desenvolvimento das folhas e a formação de novos rebentos. O Fósforo tem um papel importante na formação de raízes, enrijecimento dos orgãos vegetativos e, principalmente, na formação das flores e na sua germinação. O Potássio é vital para o desenvolvimento e saúde do sistema radicular e aumenta os efeitos da adubação com Azoto. Para além destes, um fertilizante é também composto por outros nutrientes, como o Cálcio, o Magnésio, o Enxofre, que a planta necessita em menores quantidades e o Cobre, o Boro, Ferro, Zinco, entre outros que são absorvidos pela planta em quantidades mínimas.

     A melhor forma de aplicar o adubo líquido é juntando-o à água de rega. Podemos fertilizar, nas doses indicadas na embalagem, duas vezes por mês, ou podemos colocar sempre fertilizante em todas as regas, mas usando metade da dose indicada na embalagem do produto.  O uso de fertilizante a mais pode também causar danos na planta, como queimaduras nas raízes e o aparecimento de pestes. As orquídeas da espécie Paphiopedillum não gostam especialmente de ser adubadas. Para estas orquídeas, também conhecidas por ‘sapatinhos’, só devemos colocar fertilizante na água de rega uma vez por mês em pequenas doses.

     Para as plantas absorverem uma maior quantidade de fertilizante, devemos alimenta-las em dias claros e luminosos pois a luz é indispensável para a absorção do fertilizante pelas folhas. A temperatura ideal é de 20 graus centígrados. É benéfico também fazer uma rega ligeira no dia anterior.

      No mercado existem várias marcas de fertilizante para orquídeas, tanto líquido como em granulado. Os granulados usam-se geralmente para orquídeas da espécie Cymbidium, misturando o granulado com o substracto. São granulados de grande dureza e que não se desfazem facilmente não tendo o problema de tornar o substracto muito compacto. Algumas marcas já estão a colocar no mercado dois tipos de fertilizantes, um para o crescimento e outro para a altura da floração. Na minha opinião, devemos procurar usar esses fertilizantes pois as plantas têm necessidades alimentares diferentes quando estão em crescimento vegetativo ou quando estão a formar uma haste floral.

     Havendo orquídeas que têm um período de repouso, em que a planta não está a crescer ou a fazer novos rebentos, nem a florir. Devemos, nessas alturas, reduzir ou mesmo fazer também uma pausa na fertilização. Esses repousos dão-se geralmente no Inverno, altura em que também se reduz ou suspende as regas devido às temperaturas mais baixas.

 

Texto e Fotos de José Santos
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Última actualização: Fevereiro 03, 2010

 

 

 

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