Que substracto se utiliza nas orquídeas?

 

 



(De cima para baixo) Casca de pinheiro seca, leca e humus para plantas ou Fibra de côco.




Os componentes já misturados

 

 

    

 A escolha do substracto adequado para cultivar a sua orquídea, tem uma importância vital para a planta. Como vimos no mês passado, grande parte das orquídeas são epífitas, vivem agarradas a troncos ou ramos de árvores. Outras são litófitas, crescem em maciços rochosos com as raízes agarradas às rochas e depois temos as terrestres, um Cymbidium ou um Paphiopedilum, considerados semi-terrestres, crescem no solo, mas em terrenos porosos e que permitem um bom arejamento nas raízes.

     Para conseguir essa porosidade, drenagem, arejamento e ao mesmo tempo retenção de alguma humidade sem asfixiar as raízes da planta, usamos uma combinação de materiais como a casca de pinheiro em vários tamanhos, a fibra de coco, também mais ou menos curtida, Perlite, carvão vegetal, Leca (argila expandida) e por vezes ainda se pode misturar um pouco de esferovite ou musgo de esfagno. Não se utilizam todos os materiais ao mesmo tempo e as quantidades de cada um variam consoante o tipo de orquídea que queremos plantar. Se falarmos com vários orquidófilos, também chegamos à conclusão que, existem várias fórmulas que podem ser utilizadas e que cada um pode adaptar conforme o sucesso que for obtendo. Aqui lhes deixo as minhas fórmulas.

     Para as orquídeas epífitas de raízes grossas, como as Phalaenopsis ou Cattleya, uso uma mistura de 2 partes de casca de pinheiro grada, uma parte de fibra de coco também mais grada, uma parte de Perlite e meia parte de carvão ou Leca. As orquídeas epífitas de raízes mais finas precisam de um pouco mais de retenção de água e assim, uso a casca de pinho mais fina e a fibra de coco mais curtida nas mesmas proporções. Se quiser cultivar orquídeas que não têm pseudobolbos e têm as raízes bastante finas, como por exemplo as Masdevallia, uso também a casca de pinheiro e a fibra de coco mais fina, a Perlite, a Leca da mais pequena e podemos ainda acrescentar um pouco de musgo de Esfagno para reter um pouco mais de humidade. Nas Cymbidium utilizo uma mistura de uma parte de casca de pinheiro média, uma parte de fibra de coco fina e uma parte de Leca ou carvão. Os Paphiopedilum gostam de um pouco mais de humidade e costumo fazer o substracto com casca de pinheiro fina, fibra de coco fina, carvão e Perlite, tudo em partes iguais.

     Estes são alguns exemplos. Com a experiência depois podemos fazer algumas modificações e adaptar as fórmulas ao tipo de orquidófilo que somos. Se for um orquidófilo que rega muito, o substracto deve ter uma maior drenagem. Se regar pouco, é necessário o uso de partículas mais pequenas para evitar que as plantas fiquem desidratadas. Para aumentar a drenagem, pode-se ainda colocar uns 2cm de Leca ou de pedaços de esferovite no fundo dos vasos.

     Existem à venda substractos já preparados para orquídeas com mais ou menos qualidade e preços mais ou menos atractivos. Algumas marcas melhores vendem substractos para epífitas e terrestres, outras não são específicas e geralmente são para ser usados em Cymbidium. Se tiver só uma orquídea é mais prático comprar os sacos já preparados, mas se tiver algumas orquídeas, e especialmente se forem de tipos diferentes, vale a pena comprar os vários materiais em separado e fazer as suas misturas. Poupa dinheiro e obterá substractos de melhor qualidade.

     Nas orquídeas com substractos de maiores dimensões deve-se substituir esses substractos a cada 2 anos. Os Substractos mais finos devem ser substituídos anualmente e os que tenham muito musgo de esfagno, devem ser trocados a cada 6 meses.

 

Texto e Fotos de José Santos
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Última actualização: Novembro 06, 2009

 

 

 

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