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Uma orquídea que está num vaso, passado algum tempo, começa a ter deficiências a nível alimentar. O substracto decompõe-se e fica cada vez mais pobre em nutrientes. Para que a planta continue saudável, chegou é a altura de substituir o substracto e, dependendo do seu tamanho, de mudar de vaso. Geralmente fazemo-lo de dois em dois anos. Por vezes nem é necessário mudar para um vaso maior. As orquídeas gostam normalmente de estar ‘apertadinhas’ em vasos pequenos. A melhor altura para o reenvasamento é logo após a floração, quando a planta se prepara para um período de ‘descanso’ ou de crescimento vegetativo. As orquídeas que compramos floridas devem ser reenvasadas assim que as flores secam, quando se faz o corte da haste floral. Normalmente essas plantas já estão há dois ou mais anos com o mesmo substracto. Devemos ter um vaso 2 cm mais largo que o anterior, dependendo do tamanho da planta em questão e substracto novo e adequado para o tipo de orquídea que queremos reenvasar. Retira-se a planta do vaso original e limpa-se o máximo possível do substracto antigo tentando não danificar as raízes. Coloca-se um pouco de Leca (argila expandida) no fundo do vaso para aumentar a drenagem e, de seguida, um pouco de substracto. A colocação da planta deverá ser feita com cuidado para não a danificar ou partir as raízes. De seguida, coloca-se o novo substracto apertando-o cuidadosamente. É também nesta altura que, se a planta for muito grande, a podemos dividir em duas ou mais partes. Devemos tentar danificar o menos possível a planta e não a dividir em partes com menos de três pseudobolbos para não ficar muito vulnerável e não demorar anos a florir. Se o sistema radicular for muito vasto, poderá também ser desbastado e limpo de raízes mais velhas, secas ou podres. Se a nossa orquídea for uma epífita podemos ainda muda-la de um vaso para uma placa de cortiça, por exemplo. Temos que ter em atenção as dimensões da mesma. As orquídeas epífitas agarram-se à placa de suporte e não é possível retira-las da placa sem danificarmos as raízes. Após o transplante, a planta não deve ser abundantemente regada. Uns borrifos diários durante a primeira semana são suficientes e a planta está pronta para iniciar um novo ciclo.
Texto
e Fotos de José Santos
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